LEA SYMBOLS
Teste de acuidade visual
para longe
#250250 e #250220

O teste não translucido LEA Símbolos # 250250 é o teste de longe, dobrável, original para crianças da pré escola e infantários e para a avaliação da visão em pessoas com dificuldades na avaliação baseada em números ou letras. Foi desenhado em 1976 como um dos testes do Sistema de Testes de Lea para avaliar a acuidade visual. Este teste foi impresso primeiro na Finlândia e mais tarde desde o início dos anos 1990, nos Estados Unidos. É usado no rastreio da visão e na avaliação do funcionamento visual das crianças e adultos em numerosos países. A versão #250220 não pode ser dobrada e não tem a parte posterior preta, que não é necessária em locais em que o cartão é colocado numa parede. Durante a avaliação da visão em indivíduos de qualquer idade com deficiência visual este cartão pode ser usado para distâncias mais pequenas, até mesmo como teste de visão de perto quando a acuidade visual é muito baixa. A distância padrão é de 3 metros (10 pés).

#250250
#250220

Quando examinar crianças pequenas, comece por testar ao perto antes de introduzir o teste de longe à criança. Depois de testar para perto diga “Vamos olhar para os mesmos desenhos um pouco mais longe”. Mova o cartão gradualmente até aos 3 m (10 pés). Se a criança perder o interesse mova para mais perto: até 1,5 m (5 pés) ou 1 m (40 polegadas). Teste sempre bem dentro da esfera visual cognitiva da criança, o espaço dentro do qual o uso da visão é possível. As crianças com um desenvolvimento típico, com 5 anos ou mais, podem passar diretamente dum teste de visão de perto para um cartão a 3 m (10 pés).

Instruções

Quando testar a acuidade de reconhecimento precisa saber que a) a criança com um desenvolvimento típico tem o conceito “igual” de maneira a que a correspondência possa ser usada ou b) tem nomes para os optotipos e não tem dificuldade em usar os nomes. Quando testar crianças com um desenvolvimento atípico treine primeiro com o Puzzle de Lea (#251600) e as Cartas Flash (#251800) (veja os vídeos em http://www.pro-vision-dortmund.de/videos).

A criança deve estar sentada confortavelmente numa cadeira. Coloque o teste numa parede, com o meio do teste ao nível dos olhos da criança. Meça a distância do teste aos olhos da criança.

  • Estabeleça o método de comunicação para a identificação dos símbolos, tal como apontar no quadro (corresponder) ou nomear (assinalar). Nomear é mais rápido que apontar e assim é mais vezes usado quando se testam crianças mais velhas, com um desenvolvimento normal, que não têm problemas em usar nomes de objetos concretos, anel, janela, casa, maçã ou outro nome que a criança queira. Se se utilizarem nomes decida com a criança que nomes serão usados para identificar os símbolos, perguntando “ Como gostarias de chamar a este desenho? E a este…” São aceites todos os nomes.

  • Cubra o começo da linha, por cima da linha a ser lida com o lado branco de uma das 4 cartas flash e peça à criança para identificar o primeiro e o segundo símbolo de cada linha, de maneira descendente quando testar em binocularidade, i.e. medindo a acuidade visual funcional.

    • Não aponte o símbolo a ser lido porque isso torna a fixação mais fácil, especialmente no caso de ambliopia (olho preguiçoso) ou CVI.
  • Mova a carta para baixo até que a criança erre o primeiro e o segundo símbolo.

  • Mova para cima uma linha e peça à criança para identificar todos os símbolos dessa linha. Se a criança identificar pelo menos 3 símbolos corretamente volte para a linha com símbolos mais pequenos (que foram incorretamente identificados). Peça à criança para identificar todos os símbolos nessa linha. Ela pode ter ajustado a acomodação e ser agora capaz de ler corretamente 3 dos 5 dessa linha. Nesse caso mova para a linha seguinte para definir o limiar. O valor da acuidade visual escrito no cartão, na linha de optotipos mais pequenos lidos corretamente (pelo menos 3 dos 5) é a linha limiar e o valor da acuidade visual binocular.

  • Se a criança salta um símbolo, deixe a criança completar a linha e diga “Saltaste por cima deste desenho entre (ex) “casa” e “bola? O que é isto?”. Pode apontar brevemente para o símbolo para ajudar a criança a encontrar o símbolo que mencionou mas não deixe o dedo a apontar o símbolo. Apontar ajuda a fixação e assim conduz a um valor erradamente alto de AV.

    • A acuidade visual é registada como o valor da última linha em que pelo menos 3 dos 5 símbolos foram corretamente identificados.
  • O valor de AV encontra-se na margem adjacente a essa linha. Depois de obter respostas em binocular, teste cada olho separadamente em monocularidade.

  • Quando testar crianças pequenas em monocularidade use o primeiro e o segundo símbolo de cada linha para um olho e os dois últimos de cada linha para o outro olho para determinar em que linha começar a testar o limiar. Defina o nível limiar da mesma maneira que fez para a acuidade visual binocular.

  • Lembre-se sempre de registar o cartão e a distância de teste que utilizou. Isto torna o seguimento mais fiável, se a criança mudar para outra escola e for testada por outra enfermeira escolar e outro médico.

Testar a Diferentes Distâncias

Se o teste for utilizado a uma distância diferente dos usuais 3 metros (10 pés), meça e registe a distância e o tamanho do símbolo (o valor M) ou o valor de acuidade visual impresso na linha limiar.

AV =
 Distância Utilizada Para Ver (Metros)
Valor M

Um detalhe importante quando se testa a acuidade visual:

Se a acuidade vidual da criança foi medida até ao limiar com o teste de distância e os valores são: olho direito 0,8 (20/25, 6/9); olho esquerdo 0,4 (20/25, 6/15) não é possível saber se o olho esquerdo é ambliope ou miópico, excepto medindo os valores de acuidade visual a 40 cm (16 polegadas) com o teste de Símbolos de LEA para perto #250800. Se os valores da acuidade visual de perto tiverem sido medidos antes de testar à distância com o resultado em binocular AV 1,0, olho direito 0,8 ; olho esquerdo 1,0 a 40 cm (16 polegadas) saberá imediatamente que o olho esquerdo é miópico (porque a visão de perto era de 10/10 (20/20, 6/6). A criança não precisa de ser encaminhada para um exame por um oftalmologista.