Barras de Baixo Contraste de Lea
Testes de Acuidade de Barras com Baixos Níveis de Contraste

Os testes de barras têm sido utilizados para medir a sensibilidade ao contraste desde os anos 60. Estes testes de barras, controlados por computador, não se tornaram muito utilizados, em medicina clínica, porque são caros e têm que ser utilizados por um técnico experiente. No entanto, estudos feitos com eles ensinaram-nos alguns princípios importantes na medição da sensibilidade ao contraste em casos de baixa visão. A descoberta mais importante foi que os valores da sensibilidade ao contraste, em quase todos os casos de baixa visão, são diferentes quando medidos com barras de diferentes tamanhos: quanto maior a barra, mais alto é o valor da sensibilidade ao contraste. Isto é particularmente comum nos caos de escotoma central que “come” alguns dos estímulos, o que faz com que o estímulo efectivo seja menor que o estímulo físico.

A. Sensibilidade ao contraste em função do tamanho do estímulo em indivíduos com visão normal: quanto maior a barra, maiores os valores da sensibilidade ao contraste a baixas frequências espaciais. B. Curvas de sensibilidade ao contraste, no caso de degenerescência macular, L= olho esquerdo normal, R = olho direito com degenerescência macular seca. A sensibilidade ao contraste, medida com um estímulo de 10 graus, é quase tão boa como no olho esquerdo normal, enquanto que, quando medida com um estímulo de 5 graus é um quinto do valor máximo da curva de 10 graus e quando medida com um estímulo de 2.5 graus, o valor máximo é apenas um vinte avos do máximo, com 10 graus. C. Curvas de sensibilidade ao contraste de uma pessoa com atrofia óptica em ambos os olhos. Com o estímulo de 2.5 graus, a sensibilidade ao contraste está no limite do mensurável, no entanto com o estímulo de 20 graus os valores a baixas frequências espaciais são normais.

Estímulos com barras pequenas levavam muitas vezes a uma imagem enganadora da função visual com baixo contraste. Por isso, é acertado fazer uma medição com um estímulo com uma barra grande, para perceber a capacidade que o indivíduo tem para ver informação com baixo contraste. Por outro lado, é interessante avaliar a função da área de fixação com um estímulo mais pequeno. Isto é possível tapando a barra com uma folha cinzenta que deixe um quarto ou um décimo do estímulo visível.

As Barras de Contraste Lea medem a sensibilidade ao contraste a três níveis de contraste, 100%, 10% e 2.5% utilizando 3 frequências de resolução : 0.5 cpcm, 2 cpcm e 8 cpcm. A folha cinzenta cobre parte da barra e deixa visível um quarto ou um décimo do estímulo. Com esta técnica simples é possível descobrir o efeito do tamanho do estímulo nos valores limite. Quando a barra é virada para uma nova orientação é tapada com a superfície cinzenta.

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