Medição da sensibilidade ao contraste

A medição da sensibilidade ao contraste assemelha-se à audiometria: um audiograma de tons puros mostra quais são os tons puros, mais baixos, de diferentes frequências, que uma pessoa pode ouvir. Uma Curva de Sensibilidade ao Contraste ou visuograma, mostra o mais leve contraste perceptível por uma pessoa. Se o estímulo for uma sinusóide, então a curva mostra uma função similar à de um audiograma de tons puros. Se o estimulo for constituído por optotipos (letras, números ou símbolos pediátricos), é necessário o reconhecimento e o teste é semelhante a uma audiometria da fala. Tal como numa audiometria, o resultado da medição da sensibilidade ao contraste não é um valor, mas um diagrama.

A

B

Curva de sensibilidade ao contraste. A acuidade visual é marcada ao longo do eixo horizontal e a sensibilidade ao contraste no eixo vertical (Figura A). O tamanho dos símbolos decresce ao longo do eixo horizontal e eles tornam-se cada vez mais claros na direcção vertical (Figura B). A fronteira entre os símbolos perceptíveis e aqueles que são demasiado claros, ou pequenos, para serem vistos é marcada por uma curva, denominada por Curva de Sensibilidade ao Contraste. O seu declive decrescente, no lado direito, é a parte da curva mais interessante nos casos clínicos. Para definir o declive da curva de sensibilidade ao contraste, são necessárias duas ou três medições. A primeira define um ponto no eixo dos x, a acuidade visual determinada do modo usual. A segunda é a definição do limite superior da parte recta do declive, tipicamente localizada na área de contraste 1-5%. Muitas vezes tem interesse uma medida adicional com um contraste menor.

Os valores limiares podem ser medidos por dois métodos diferentes, utilizando testes de optotipos:

  1. Utilizado escalas de acuidade visual com baixo contraste, ou
  2. Utilizado testes com símbolos do mesmo tamanho e diferentes níveis de contraste.

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